"Os antigos, antes da escrita, trocavam pedras como mensagens. Cada tipo de pedra tinha um significado. Uma pessoa que entregava uma pedra grande para outra queria dizer que a considerava muito importante. Se a pedra fosse pequena e lisa, era um gesto de delicadeza."
Tentei reproduzir o que vi ontem no filme A Partida, de Yojiro Takita. Enfim, é o que senti e ficou.
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Aquela cidade próxima a Inhotim
http://www.youtube.com/watch?v=kP11Lj0Gp4I
Em um futuro muito breve, Belo Horizontem terá esta referência.
(Copie e cole este endereço e assista a este belo filme publicitário do Centro de Arte Contemporânea Inhotim.)
Em um futuro muito breve, Belo Horizontem terá esta referência.
(Copie e cole este endereço e assista a este belo filme publicitário do Centro de Arte Contemporânea Inhotim.)
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Mundo em movimento
Deve estar meio louco isso de Pina Bausch e Michael Jackson revisitando suas danças onde quer que estejam. E com a nova gripe e tantas quedas de avião, os ingressos devem estar esgotados. Espero.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Limão com Sal
Uma pitada na mão
Entre polegar e anular
Uma gota sobre
Ácida
Salgado como mar
Ácido como a vida
Como a língua
Áspera se arrastando na pele
Encostando no pelo
Atrito
Gosto que leva ao céu
Da boca que baba
Olho que fecha
Lágrima
Suspiro que sai
Prazer que amarga
Entre polegar e anular
Uma gota sobre
Ácida
Salgado como mar
Ácido como a vida
Como a língua
Áspera se arrastando na pele
Encostando no pelo
Atrito
Gosto que leva ao céu
Da boca que baba
Olho que fecha
Lágrima
Suspiro que sai
Prazer que amarga
Sábado, 13 de Junho de 2009
Muito
Precisava de remédio para dormir.
Precisava de droga para viajar.
Precisava de viagem para fugir.
Precisava de Vuitton para segurar.
Precisava de nudez para mostrar.
Precisava de saco para gozar.
Precisava de muito para se amar.
Precisava de droga para viajar.
Precisava de viagem para fugir.
Precisava de Vuitton para segurar.
Precisava de nudez para mostrar.
Precisava de saco para gozar.
Precisava de muito para se amar.
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
2 + 2 = 5
"Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias tristezas e brinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco."
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias tristezas e brinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco."
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Emoções
Claro que adorei esta ideia. Claro que queria estar presente. Claro que vou ver na tv e em dvd. Claro que estou curiososo. Claro que amei esta foto e cho que o tempo pode sim se congelar em um instante. Claro que amei o trecho que destaquei. Claro que achei a matéria abaixo extremamente pertinente e real. Claro que isso tudo me emociona.

O trecho que destaco:
"O pop dos anos 80 se fez bem representado em duas músicas revisitadas por Paula Toller e Marina Lima. A primeira deu uma lição de canto contido e suavíssimo em "As Curvas da Estrada de Santos". A outra impactou cantando para fora e protagonizando a passagem mais excitantemente rock da noite, ao mostrar, de guitarra em punho, como pode ser "Como Dois e Dois" (de Caetano).
Arrasadora."
A matéria que está na Folha de São Paulo de hoje,28/05/09.
Cantoras fazem de Roberto a "musa" de seus próprios versos
Com competência e entrega, artistas fizeram homenagem à altura do Rei, em show que a Globo exibe neste domingo
CARLOS RENNÓ
ESPECIAL PARA A FOLHA
A noite do show "Elas Cantam Roberto", anteontem, no Teatro Municipal de São Paulo, podia ter sido longa. Nada menos que 20 cantoras desfilaram 24 canções do repertório de Roberto Carlos, em um espetáculo gravado para virar CD, DVD e especial da Globo -neste domingo (31), às 23h. O timing, no entanto, foi excelente, e tudo fluiu, satisfatório.
O evento para o Rei acabou, cabe aqui o trocadilho, coroado por um êxito garantido pelo nível profissional e artístico dos envolvidos, a começar pelas intérpretes e pela diretora, Monique Gardenberg. Algo à altura de uma homenagem ao meio século de carreira do mais popular e um dos mais importantes cantores-compositores de toda a música brasileira.
Wanderléa proporcionou um dos momentos mágicos da noite, ao fazer a versão "Esqueça", com Daniela Mercury, e "Você Vai Ser o Meu Escândalo" (uma das 19 de Roberto e Erasmo Carlos no playlist). Voz pequena, aparentemente frágil, ela instaurou uma atmosfera de emoção, por portar elementos essenciais como alma, verdade e afinidade arraigada com o que cantou: ali, era a que tinha começado com Roberto.
De arrepiar foi também a participação de Nana Caymmi.
Mas essa é comovente por excelência, e, se não constitui uma intérprete típica de canções de Roberto, só canta aquilo que incorpora a fundo. Assim, era inevitável que "Não se Esqueça de Mim", que ela gravou com Erasmo há mais de dez anos, obtivesse efeito lacrimejante na sua voz.
O pop dos anos 80 se fez bem representado em duas músicas revisitadas por Paula Toller e Marina Lima. A primeira deu uma lição de canto contido e suavíssimo em "As Curvas da Estrada de Santos". A outra impactou cantando para fora e protagonizando a passagem mais excitantemente rock da noite, ao mostrar, de guitarra em punho, como pode ser "Como Dois e Dois" (de Caetano).
Arrasadora.
Outro destaque: Mart'nália. Figura... Parece um exuzinho lindo, a gingar no palco. Foi das poucas a não alterar o gênero da letra, quando havia gênero, passando-o do masculino ao feminino (procedimento que, diga-se, ajudou a dar sentido ao nome do show, a sugerir que elas cantavam amorosamente Roberto, tornando-o "musa" de seus próprios versos). A filha de Martinho, de Oxóssi e de Oxum cativou com "Só Você Não Sabe", samba pouco conhecido de Roberto e Erasmo que ganhou malícia nova.
Nervosismo controlado
Em meio a um controlado nervosismo prevalente que serviu para deixar todas atentas e levá-las a praticamente não cometer erros, Sandy exibiu calma, domínio e naturalidade em "As Canções que Você Fez pra Mim". O mesmo se aplica a Alcione, brilhante na recriação jazzificada de "Sua Estupidez".
Com competência e entrega, um elenco vário, de Fafá de Belém a Celine Imbert, criou os climas mais díspares. Do canto over de Ana Carolina ao cool de Adriana Calcanhotto. Da interpretação dramática de Marília Pêra, no papel de uma louca, à postura de senhora da canção, de Zizi Possi. Da leitura axé de Claudia Leitte à funk de Fernanda Abreu.
Não ter se dado espaço a nenhuma das mulheres para falar entre as canções foi decisivo para a fluência do show. Só uma serena (grávida) Ivete Sangalo, preenchendo um espaço gerado por um problema técnico, lascou um "Robertão é massa".
O deslumbramento de todas por Roberto se demonstrou no penúltimo número, com elas cantando, com ele, "Como É Grande o Meu Amor por Você".
Ou, mais exatamente, por quem há meio século vem dando a sua voz à alma nacional.
--------------------------------------------------------------------------------
CARLOS RENNÓ é letrista, jornalista e produtor.
Avaliação: ótimo
O trecho que destaco:
"O pop dos anos 80 se fez bem representado em duas músicas revisitadas por Paula Toller e Marina Lima. A primeira deu uma lição de canto contido e suavíssimo em "As Curvas da Estrada de Santos". A outra impactou cantando para fora e protagonizando a passagem mais excitantemente rock da noite, ao mostrar, de guitarra em punho, como pode ser "Como Dois e Dois" (de Caetano).
Arrasadora."
A matéria que está na Folha de São Paulo de hoje,28/05/09.
Cantoras fazem de Roberto a "musa" de seus próprios versos
Com competência e entrega, artistas fizeram homenagem à altura do Rei, em show que a Globo exibe neste domingo
CARLOS RENNÓ
ESPECIAL PARA A FOLHA
A noite do show "Elas Cantam Roberto", anteontem, no Teatro Municipal de São Paulo, podia ter sido longa. Nada menos que 20 cantoras desfilaram 24 canções do repertório de Roberto Carlos, em um espetáculo gravado para virar CD, DVD e especial da Globo -neste domingo (31), às 23h. O timing, no entanto, foi excelente, e tudo fluiu, satisfatório.
O evento para o Rei acabou, cabe aqui o trocadilho, coroado por um êxito garantido pelo nível profissional e artístico dos envolvidos, a começar pelas intérpretes e pela diretora, Monique Gardenberg. Algo à altura de uma homenagem ao meio século de carreira do mais popular e um dos mais importantes cantores-compositores de toda a música brasileira.
Wanderléa proporcionou um dos momentos mágicos da noite, ao fazer a versão "Esqueça", com Daniela Mercury, e "Você Vai Ser o Meu Escândalo" (uma das 19 de Roberto e Erasmo Carlos no playlist). Voz pequena, aparentemente frágil, ela instaurou uma atmosfera de emoção, por portar elementos essenciais como alma, verdade e afinidade arraigada com o que cantou: ali, era a que tinha começado com Roberto.
De arrepiar foi também a participação de Nana Caymmi.
Mas essa é comovente por excelência, e, se não constitui uma intérprete típica de canções de Roberto, só canta aquilo que incorpora a fundo. Assim, era inevitável que "Não se Esqueça de Mim", que ela gravou com Erasmo há mais de dez anos, obtivesse efeito lacrimejante na sua voz.
O pop dos anos 80 se fez bem representado em duas músicas revisitadas por Paula Toller e Marina Lima. A primeira deu uma lição de canto contido e suavíssimo em "As Curvas da Estrada de Santos". A outra impactou cantando para fora e protagonizando a passagem mais excitantemente rock da noite, ao mostrar, de guitarra em punho, como pode ser "Como Dois e Dois" (de Caetano).
Arrasadora.
Outro destaque: Mart'nália. Figura... Parece um exuzinho lindo, a gingar no palco. Foi das poucas a não alterar o gênero da letra, quando havia gênero, passando-o do masculino ao feminino (procedimento que, diga-se, ajudou a dar sentido ao nome do show, a sugerir que elas cantavam amorosamente Roberto, tornando-o "musa" de seus próprios versos). A filha de Martinho, de Oxóssi e de Oxum cativou com "Só Você Não Sabe", samba pouco conhecido de Roberto e Erasmo que ganhou malícia nova.
Nervosismo controlado
Em meio a um controlado nervosismo prevalente que serviu para deixar todas atentas e levá-las a praticamente não cometer erros, Sandy exibiu calma, domínio e naturalidade em "As Canções que Você Fez pra Mim". O mesmo se aplica a Alcione, brilhante na recriação jazzificada de "Sua Estupidez".
Com competência e entrega, um elenco vário, de Fafá de Belém a Celine Imbert, criou os climas mais díspares. Do canto over de Ana Carolina ao cool de Adriana Calcanhotto. Da interpretação dramática de Marília Pêra, no papel de uma louca, à postura de senhora da canção, de Zizi Possi. Da leitura axé de Claudia Leitte à funk de Fernanda Abreu.
Não ter se dado espaço a nenhuma das mulheres para falar entre as canções foi decisivo para a fluência do show. Só uma serena (grávida) Ivete Sangalo, preenchendo um espaço gerado por um problema técnico, lascou um "Robertão é massa".
O deslumbramento de todas por Roberto se demonstrou no penúltimo número, com elas cantando, com ele, "Como É Grande o Meu Amor por Você".
Ou, mais exatamente, por quem há meio século vem dando a sua voz à alma nacional.
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CARLOS RENNÓ é letrista, jornalista e produtor.
Avaliação: ótimo
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Só
Só ricos
Só modernos
Só antigos
Só brancos
Só pretos
Só futebol
Só vôlei
Só bonitos
Só inteligentes
Só carne
Só músculos
Só gordura
Só treino
Só cerveja
Só suco
Só vegetais
Só caretas
Só loucos
Só gozo
Só companhia
Só solidão
São muitos sós
Só modernos
Só antigos
Só brancos
Só pretos
Só futebol
Só vôlei
Só bonitos
Só inteligentes
Só carne
Só músculos
Só gordura
Só treino
Só cerveja
Só suco
Só vegetais
Só caretas
Só loucos
Só gozo
Só companhia
Só solidão
São muitos sós
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Tudo certo como 2 e 2
Roberto Carlos será espectador de luxo de show no Municipal
colaboração para a Folha Online
O cantor Roberto Carlos será espectador de luxo no show "Elas Cantam Roberto", que acontece no dia 26 de maio no Teatro Municipal, em São Paulo.
No espetáculo, divas da MPB interpretarão os maiores sucessos do rei.
Roberto Carlos só fará uma participação no fim do show e, por isso, pediu para ficar na plateia, na frisa mais próxima do palco do Municipal.
A apresentação faz parte das comemorações dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, e também faz parte do projeto Itaúbrasil.
As informações são da coluna Mônica Bergamo publicada na Folha desta sexta-feira. A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
Marina Lima
O cantor também sugeriu que Marina Lima, uma das convidadas, cantasse "Como Dois e Dois".
Segundo a coluna, ele afirmou à diretora Monique Gardenberg que a música "ficará perfeita na voz dela".
colaboração para a Folha Online
O cantor Roberto Carlos será espectador de luxo no show "Elas Cantam Roberto", que acontece no dia 26 de maio no Teatro Municipal, em São Paulo.
No espetáculo, divas da MPB interpretarão os maiores sucessos do rei.
Roberto Carlos só fará uma participação no fim do show e, por isso, pediu para ficar na plateia, na frisa mais próxima do palco do Municipal.
A apresentação faz parte das comemorações dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, e também faz parte do projeto Itaúbrasil.
As informações são da coluna Mônica Bergamo publicada na Folha desta sexta-feira. A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
Marina Lima
O cantor também sugeriu que Marina Lima, uma das convidadas, cantasse "Como Dois e Dois".
Segundo a coluna, ele afirmou à diretora Monique Gardenberg que a música "ficará perfeita na voz dela".
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
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